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Sindicalistas denunciam prejuízos da PEC 32 em audiência Pública em Tupã

  • IMPRENSA
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  • SET 2021
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  • 18

Debater e ampliar a denúncia acerca dos prejuízos da Proposta de Emenda à Constituição 32, a PEC da Reforma Administrativa, foi o objetivo da Audiência Pública realizada em Tupã, na noite da quinta-feira (9).

Organizada pelo do Sindicato União dos Servidores do Poder Judiciário de São Paulo e a UGT-SP, com o apoio da Nova Central, Confederação dos Servidores Púbicos do Brasil (CSPB), Federação dos servidores Públicos do Estado de SP (Fessp-Esp), Sispesp e Sindicato União do Judiciários, entre outros, a atividade foi realizada em formato virtual e presencial.

A mesa foi coordenada por Amaury Mortágua, presidente da UGT Estadual e do Sindicato dos Comerciários de Tupã, e contou com a presença dos vereadores Cris Vicente (PCdoB) e  Alexandre Scombatti (PL),  João Domingos, presidente da CSPB, Lineu Neves Mazano, presidente da Fessp-Esp e do Sispesp,  Wagner, Silvio Santos, presidente do Sindicato União, e Silvio Santos, diretor do Centro Professorado Paulista (CPP). Em vídeo, o comerciário e deputado federal Luiz Carlos Motta reforçou seu posicionamento contra a PEC 32.

“Eventos como esse são fundamentais para ampliar a denúncia sobre a PEC 32. A população precisa ter conhecimento desse projeto que visa destruir todo o Estado de proteção social”, afirmou Lineu Mazano.

Para João Domingos, presidente da CSPB, a PEC 32 não se configura uma Reforma Administrativa, pois ao contrário de melhorar, destrói o setor público. “Reforma serve para aprimorar e ampliar os serviços públicos para fazer jus à alta carga tributária que os brasileiros pagam”, defendeu.

João Domingos completou: “Mas essa proposta está aí e temos que conhecer para lutar contra essa PEC que vem com dois objetivos principais:  o primeiro é servir como um mecanismo de ajuste fiscal perverso, feito em plena pandemia para acabar com o serviço público brasileiro, que já é pouco para atender a demanda em quantidade e qualidade especialmente na pandemia. E em segundo lugar é um modo político ideológico, ela é uma chance de uma Reforma do Estado, a fim de implantar o modelo ultraliberal de Estado. E esse é o pior aspecto”, lamentou.

Lineu Mazano apontou os prejuízos da PEC 32 para os servidores e a população. “A questão da manutenção da estabilidade é uma cortina de fumaça, porque foram colocados outros obstáculos para sua manutenção. Como no caso de extinção de algum órgão, que ficaria a cargo de uma canetada do Presidente da República”, destacou Lineu Mazano. 

Outro ponto citado pelo dirigente foi sobre o atendimento à população, que será feito pela iniciativa privada.  “Antes da pandemia Guedes já discutia a terceirização do SUS, ou seja empresas privadas para atender na área da saúde. Imagine se isso tivesse acontecido”, cogitou.

Lineu Mazano finaliza: “Por isso, precisamos ampliar cada vez mais essa luta para que população tenha conhecimento do grau de perversidade da Reforma Administrativa. Mas pra isso, é preciso aglutinar mais forças. No estado de São Paulo não é diferente com os ataques do governador João Doria aos aposentados”.

Clique aqui e assista à Audiência na íntegra. 

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